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WBCSD,YCELP e GRI - Série discute a Materialidade para o Setor de Alimentação. Conheça alguns desafios.

Como parte da rodada de discussões sobre Materialidade para o Setor de Alimentação e Agricultura, que ainda se estenderão por 2018, organizado por Yale University, a Global Reporting Initiative (GRI) e o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), o evento de novembro realizado em Amsterdã, trouxe a oportunidade de alinhar as visões sobre os desafios colocados à mesa. Após compartilhar experiências e apontar alternativas, ambos os lados, empresas e stakeholders, concluíram que há um longo caminho a percorrer.

“Ninguém disse que seria fácil e rápido” foi a frase de abertura da fala de Dan Esty, diretor do Yale Center for Environmental Law & Policy, ao indicar que o conceito de Materialidade não deve ser entendido como um sistema único ou comum, aplicável a tudo e todos. É preciso considerar as especificidades de cada setor e criar métricas que permitam a comparabilidade. “Ao mesmo tempo em que deve ser abrangente para dar conta da visão de sustentabilidade, deve ser claro e focado como a cultura da área financeira”, afirmou. Esty defendeu um cardápio de indicadores, em que cada stakeholder possa escolher o que tem mais aderência com seu interesse.

Diferentes aplicações da Materialidade

Diane Strauss, diretora de pesquisa do Yale Initiative on Sustainable Finance apresentou quatro aspectos relevantes para definição dos tópicos materiais, a partir do diálogo com stakeholders, sempre considerando a posição de quem faz esses julgamentos e os processos empregados para tal.
Razoável capacidade em fazer diferença na avaliação de uma questão
Importância para os públicos ou grupos de stakeholders 
Análise do contexto da sustentabilidade: o que é material para um setor, pode não ser para outro e, mesmo dentro do mesmo setor.
Que possa ser agregado e gerenciado em um formato de relatório.

Igualmente relevante é avaliar as diferentes aplicações da Materialidade, a partir das informações financeiras e não-financeiras, assim como dimensões como: as diferentes partes interessadas; o foco da informação (impacto ESG ou resultados financeiros); e a perspectiva de tempo (curto, médio, longo prazos).

Desafios para o processo de Materialidade
 

Dessa análise decorre um dos desafios em tornar a Materialidade uma informação útil no processo de decisão dos investidores: as variadas aplicações da Materialidade envolvem a aplicação de diferentes Normas e Diretrizes, o que impede a comparação sobre os impactos e também sobre o desempenho.

O Setor de Alimentação, considerando toda sua extensão na agropecuária apresenta uma cadeia ampla e disforme que abrange desde pequenos empreendedores rurais à grandes exportadores. Tantas nuances se refletem na definição de Materialidade, dentro próprio setor. Um dos desafios apontados pelos participantes é integrar todas essas dimensões de forma a gerar parâmetros de comparabildade. Segundo Esty, 97% dos impactos da produção de alimentos estão na produção e não no empacotamento ou na distribuição. Por isso, conclui Esty, “um trabalho de engajamento de toda cadeia acompanhado de ferramentas e métricas é muito necessário”.

Citrosuco e a experiência brasileira no setor

Representando a Citrosuco, subsidiária do Grupo Votorantim, Boris Wiazowski ressaltou que o alinhamento com gestão sustentável é uma visão de perenidade e nos relatórios anuais, o processo de Materialidade é construído a partir do balanço entre fatores externos, como mudanças climáticas e pressões internas, como o impacto das operações sobre aspectos econômicos, sociais e ambientais. Como exemplo, ele citou empregos, emissões e a agenda empresarial, mas reconheceu que existem algumas barreiras, inclusive variáveis fora do controle da empresa, para gerar mais impacto positivo para clientes e investidores.

Roundtable – Materiality and the Food Sector é organizada pela GRI, Universidade de Yale e WBCSD e também está aberta a empresas de outros setores. Podem participar organizações que tenham pelo menos dois anos de experiência em relatórios de sustentabilidade.

Para saber mais acesse: www.globalreporting.org.
Se quiser mandar sua crítica ou sugestão, entre em contato conosco.
 

Fonte: ekmkt

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