Conteudo
 

GRI Standard, lançada em outubro pelo Global Sustainability Standards Board (GSSB), é a transição para um conjunto de normas globais que substituirão a atual versão, a G4, em 30 de junho de 2018, mas que já passa a ser adotada por empresas relatoras. Os relatórios de sustentabilidade permitem que as organizações conheçam e gerenciem seus impactos em uma ampla gama de questões de sustentabilidade, permitindo que essas sejam mais transparentes sobre os riscos e oportunidades que enfrentam e tomem decisões estratégicas de forma mais inteligente. O GRI Standard é o primeiro padrão global para  esse tipo de divulgação de informações econômicas, ambientais e sociais. Foi projetado para ser usado como um conjunto, e apresenta uma estrutura modular flexível e inter-relacionada. Ao todo são cinco módulos, e 3 Normas de caráter Geral e 33 sobre tópicos específicos. O novo formato garante às empresas relatoras distinções mais claras entre o que é requisito, recomendação e orientação para se declarar de acordo com as opções GRI Standards – Essencial ou Abrangente. Sabe-se que, até aqui, muitas empresas declaravam reportar com G4, mas não seguiam a metodologia de forma adequada. O GRI Standards estabelece com mais rigor esses e essa transformação sugere um pouco mais de firmeza quanto ao uso da metodologia. Contudo, há flexibilidade para relatar parte do conteúdo ou uma série específica -: ambiental, social ou econômico -  nesse a organização pode usar o termo "GRI- referencend (ainda sem tradução para o português). De acordo com a GRI, - nenhum tópico novo foi adicionado, portanto contêm todos os conteúdos das Diretrizes G4. A organização espera que o impacto para as empresas e organizações que usam o framework G4 seja mínimo com o apoio de ferramentas como o “Mapeando G4 para os Padrões GRI"; um conteúdo que mostra toda a estrutura de alterações e indica cada uma das mudanças. Entre as motivações para a adoção da GRI Standards, duas se destacam. Maior facilidade de atualização do formato de módulos que assim permite acompanhar a evolução nessa área já que apenas uma peça precisa ser alterada ou adicionada em vez de toda a estrutura. Até aqui, cada mudança de G3 para G3.1 e, depois, G4 foram mais complicadas e demoradas. A segunda é talvez mais estratégica, e deve colocar a GRI como um player de mesmo peso nas rodadas de negociações/decisões e definição de políticas da agenda global de desenvolvimento sustentável. Sendo apenas uma “Diretriz”, a legitimidade da GRI parecia não ser suficientemente fundamentada e em igualdade de voz entre os demais players. Relatórios de sustentabilidade em poucas palavras (fonte: GRI)   Um relatório de sustentabilidade é um relatório publicado por uma empresa ou organização sobre os impactos econômicos, ambientais e sociais causados por suas atividades cotidianas. O relatório também apresenta os valores gerados e o modelo de governança da organização, demonstrando a ligação entre sua estratégia e seu compromisso com uma economia global sustentável.  Relatórios de sustentabilidade podem ser considerados sinônimo de outros termos para relatórios não-financeiros; Triple Bottom Line, Responsabilidade Social Corporativa (CSR), relatórios anuais e muito mais. É também um elemento intrínseco do Relato Integrado, uma tendência recente para divulgar a análise do desempenho financeiro e não-financeiro das organizações.

Conteudo
 

Em 2016 a McRebur ficou em 6º lugar entre os vencedores do Virgin Voom. Esse sucesso transformou o invento em negócio, impulsionando a empresa. Trata-se do desenvolvimento de um asfalto de excelente qualidade produzido de uma maneira muito mais barata, uma vez que utiliza resíduos plásticos. A ideia da tecnologia veio do engenheiro Toby McCartney quando trabalhava no sul da Índia com uma instituição de caridade que ajudava trabalhadores de um aterro sanitário. Quando voltou ao Reino Unido ele se juntou a dois amigos para criar uma mistura de resíduos de plásticos que pode ser adicionada ao material base para produção de asfalto. Batizado de MR6, o asfalto ecológico possui menos betume do que uma pavimentação tradicional. A empresa desenvolvedora, MacRebur, afirma que o resultado é um produto mais fácil de ser aplicado, em comparação com os outros. Também garante que o asfalto é mais 60% mais resistente, tendo melhores resultados em diversos quesitos – o que aumenta a vida útil da estrada.    

Conteudo
 

A nova sede da Apple em Cupertino, na Califórnia, conhecida como Apple Park, deve ser inaugurada em abril de 2017 e foi um dos16 projetos que contaram com investimentos  do Green Bond, título que a gigante de tecnologia emitiu há um ano. O Apple Park foi um projeto defendido por Steve Jobs e será totalmente alimentado por energia renovável, sendo  4 megawatts  gerados por biogás e, 16 megawatts, por um sistema fotovoltaico solar. A Apple projeta ainda uma economia de 25% sobre o consumo atual com o uso de luminárias de LED. O Green Bond da Apple é o maior título dessa modalidade já emitido por uma empresa norte-americana e á destinou cerca de US $ 441,6 milhões para financiar 16 projetos, entre esses sua nova sede.   Esse movimento está alinhado com o que vem sendo percebido pelo mercado e fez de 2016 um ano crucial para o financiamento sustentável. De acordo com o relatório lançado pela GreenBiz em parceria com a Trucost, uma divisão da S&P Dow Jones especializada em dados sobre sustentabilidade para investidores e companhias, o total de ativos investidos que consideram questões ambientais cresceu 77 vezes, desde 2010,  ultrapassando US $ 7,79 trilhões nos Estados Unidos. Investimentos com foco em energia renovável e tecnologia representam mais de US$ 285,9 bilhões. Além disso, a China anunciou, recentemente, que vai investir US$ 361 bilhões em energias renováveis até 2020. Com esses investimentos as “renováveis” deverão representar metade de toda energia elétrica gerada naquele país. No ano passado, o crescimento de instrumentos financeiros inovadores também foi acelerado, e ovalor total de títulos sustentáveis, os chamados Green Bonds, dobrou somando US$ 81 bilhões. Sobre a ek mkt A nova ordem é gerar valor: econômico, social e ambiental. Junto com nossos parceiros, apoiamos empresas e organizações na construção de um mindset sustentável. O que fazemos Mobilização e engajamento de stakeholders Diagnóstico socioambiental - gap analysis Políticas socioambientais Processo de Materialidade Mapeamento indicadores GRI e ODS/ONU  Relatórios: GRI – Integrado (IIRC) – ETHOS Comunicação de Progresso (Pacto Global)  

Conteudo
 

O GIFE - Grupo de Institutos Fundações e Empresas - vem debatendo o tema em uma série especial sobre tendências do setor e apresenta ideias e desafios a fim de provocar reflexões comuns da área. Essa matéria divulgada pela organização conta com a participação de Mônica Gregori, sócia diretora da agência Cause, que ajudar apontar cinco tendências dessa agenda em 2017, que aponta cinco tendências: 1. Buscar uma causa genuína A principal tendência quando o assunto é comunicação de causas é buscar o valor no DNA da marca e comunicá-lo ancorado em três atributos: convicção (é uma escolha sólida?), coerência (meu discurso faz sentido com minha prática?) e consistência (estou de fato comprometido com isso?). Para Mônica Gregori, a única saída é comunicar causas de forma genuína. “Não basta soar, parecer verdadeira. Tem que mostrar relevância. Deve vir de um propósito.” 2. Diversificação de canais  O mundo mudou e a imprensa tradicional deixou de ser o único canal de contato com o público. “Precisamos pensar novos canais, novos espaços. Quem não fizer isso ficará fora do jogo”, aposta Mônica. Ela lembra o movimento de empoderamento de interlocutores, fenômeno que se fortalece com o advento da internet. É preciso explorar essa diversidade de canais que estão disponíveis hoje – dos mais tradicionais aos mais inovadores. O “ser digital” é um comportamento emergente, mas vivemos a recente crise do fakenews o que deve reforçar aina mais o comportamento de boa parte da população que ainda vê mais credibilidade nos veículos mais tradicionais da mídia (TV, rádio, jornal impresso, etc.). Por isso é tão importante combinar diferentes plataformas em suas estratégias. 3. Acompanhar agendas globais Marco Regulatório Organizações da Sociedade Civil. Agenda 2030. Acordo Global pelo Clima. Nenhuma organização social ou empresa comprometida com o desenvolvimento sustentável pode se privar de acompanhar agendas globais que impactam o campo socioambiental. Vale a máxima: fazer local, pensar global. Para ter bom senso e entender o “timing” para investir em determinada causa é preciso acompanhar as agendas mais importantes do setor com regularidade e profundidade. 4. Cooperar e co-criar Não basta comunicar, é preciso convidar para o diálogo. Cooperar e co-criar são as ideias do momento. A inspiração que vem da comunicação – curtir, seguir, compartilhar – vale para a prática do Investimento Social Privado e para a própria operação das organizações sociais. Por que não criar espaços de co-criação para planejar, monitorar e avaliar ações? 5. Fortalecer a cultura da doação A relação entre comunicação e filantropia nunca foi tão próxima. Para Mônica, os profissionais de comunicação têm muito a contribuir. “Já não sabemos mais o que é causa e o que é consequência: se é o fortalecimento do campo social que contribui para a valorização da comunicação de causas ou vice-versa. Só sei que novas formas de comunicar causas estão impactando modelos de doação no Brasil.” São diversas as campanhas que estimulam a cultura da solidariedade no país e no mundo. Com isso fortalecem também a cultura da doação. Do que trata a comunicação de  causas sociais ou deestratégias e resultados do Investimento Social Privado (ISP)? Busca, em linhas gerais,  propor um debate de interesse público para a agenda da sociedade. No fim da linha, o que se espera é sensibilizar pessoas, mobilizar cidadãos e influenciar decisões para mudar determinada realidade. Logo, a comunicação é parte fundamental de qualquer estratégia de ação que vise impacto socioambiental. Saiba mais sobre o GIFE O GIFE é a associação dos investidores sociais do Brasil, sejam eles institutos, fundações ou empresas. Nascido como grupo informal em 1989, o GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas, foi instituído como organização sem fins lucrativos, em 1995. Desde então, tornou-se referência no país no tema do investimento social privado.   Responsabilidade social ou estratégia de engajamento social. Em que sua empresa está investindo?   Leia mais  

Conteudo
 

Grupos de voluntariado, programas de apoio à leitura e outras iniciativas são sempre bem vistas, mas será que podem ser consideradas ações de engajamento com público de interesse direto na estratégia de impacto social de uma empresa? A resposta é não. O estudo Gestão Empresarial do Impacto Social, publicado em julho passado, pelo Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) traz uma série de exemplos que ajudam a diferenciar ações de engajamento, de iniciativas tradicionais. A resposta segundo o estudo está em uma pergunta chave que as áreas responsáveis devem fazer: a ação ou iniciativa desenvolvida tem relação direta com o impacto social gerado pela empresa? Fica claro quando temos um exemplo prático, utilizado no próprio estudo: motivada pelo valor da atividade esportiva em promover disciplina e colaboração, valores defendidos pela própria empresa, uma siderúrgica apoia atividades esportivas de jovens de baixa renda de um grande município. A justificativa é louvável e o projeto, se bem executado, pode trazer benefícios reais para os participantes.Contudo e considerando que a operação de um negócio de siderurgia não tem relação direta com a vulnerabilidade social de jovens das regiões metropolitanas do país, essa iniciativa não se insere em uma estratégia relacionada ao impacto social da empresa. O que seria? A instalação de um empreendimento siderúrgico gera explosão populacional desordenada, sobrecarregando a infraestrutura urbana de uma região, seja na educação, no saneamento ou pavimentação. Uma ação direta de impacto social poderia estar relacionada a ampliar a capacidade de atendimento nas escolas desse município. O essencial é entender que uma ação de engajamento ou impacto social deve estar voltada a mitigar os impactos da atividade econômica de determinada empresa sobre uma população, região ou outro tipo de parte interessada que se relacione com ela. O que poderia ser uma ação de engajamento social para essa siderúrgica? A instalação de um empreendimento siderúrgico gera explosão populacional desordenada, sobrecarregando a infraestrutura urbana de uma região, seja na educação, no saneamento ou pavimentação. Uma ação direta de impacto social poderia estar relacionada a ampliar a capacidade de atendimento nas escolas desse município. O essencial é entender que uma ação de engajamento ou impacto social deve estar voltada a mitigar os impactos da atividade econômica de determinada empresa sobre uma população, região ou outro tipo de parte interessada que se relacione com ela. Edital Conectar para Transformar - BASF Veja essa iniciativa da Basf. A empresa investirá até R$ 80 mil com recursos próprios em cada projeto selecionado no edital Conectar para Transformar nos municípios de Guaratinguetá e São Bernardo do Campo, em São Paulo; regiões onde estão localizadas as duas maiores fábricas da BASF no Brasil. As inscrições estão abertas, até 10 de setembro, para projetos nas áreas de educação ambiental e científica, empregabilidade e proteção dos recursos naturais e biodiversidade. A seleção pública é parte da nova estratégia de engajamento social da empresa e busca contribuir com o desenvolvimento das comunidades onde estão localizadas suas fábricas. No médio e longo prazo a intenção é ampliar o impacto social promovido pela operação. Isso conectando os desafios sociais e a estratégia dos negócios, contribuindo ainda com a efetivação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).  

Conteudo
 

Um grupo de 45 investidores institucionais que representam mais de US $ 1 trilhão em ativos está incentivando quatro dos maiores produtores de carne do mundo - a Cargill, a JBS, a Perdue Farms e a Smithfield Foods – a adotarem medidas para combater o potencial de contaminação e de escassez de água, associados à atividade. Na última segunda-feira, CEOS e executivos de sustentabilidade dessas empresas receberam cartas dirigidas a cada um, mas com a mesma mensagem: “Como investidores, analisando os riscos em nosso portfólio de investimentos, identificamos a água como um fator crítico”. A ação foi coordenada por duas organizações sem fins lucrativos, a Ceres e o Centro Interreligioso de Responsabilidade Corporativa. Os resíduos e a perda de nutrientes decorrentes do massivo processamento industrial de carne já estava sob escrutínio, mas ganhou mais atenção depois que o furacão Mathew deixou um rastro de cerca de doze lagoas de estrume, devido ao transbordo de reservatórios em fazendas de suínos e frangos, derramando bactérias e nitrogênio, colocando em risco o suprimento de água subterrânea do estado americano da Carolina do Sul, em outubro. Nas cartas dirigidas aos CEOS da Cargill, JBS, Perdue Farms e Smithfield Foods, os investidores chamam a atenção sobre o fator crítico que a água representa na gestão de riscos da indústria de carne, com crescente importância no contexto das mudanças climática e, portanto, esperam que essas companhias adotem uma gestão robusta. Há alguns meses os investidores aliados à ONG, Ceres, vem dando importância ao tema, mas agora passaram a focar nas perdas geradas por sanções legais e penalidades associadas aos incidentes. Em 2010, por exemplo, a JBS foi multada em US $ 1 milhão por violações relacionadas à lei da Pennsylvania Clean Streams, por violar as licenças de esgoto. A empresa também foi obrigada a gastar cerca de US$ 6 milhões para melhorar seus sistemas. Entre as informações que os investidores querem receber das quatro companhias estão: - Como as águas residuais são liberadas para canais, rios e vias navegáveis compartilhadas pela comunidade. - Como é feita a armazenagem e gestão dos dejetos animais - Como o é feita a mitigação para o solo pelo uso de fertilizantes (essa é a principal  preocupação para investidores que suportam essas organizações. Relatos de Sustentabilidade e a gestão de riscos e identificação de oportunidades A ekmkt apoia organizações em processos de relatos em acordo com o padrão GRI Standards entre outros isntrumentos de gestão da sustentabilidade. Os relatórios de sustentabilidade permitem que as organizações conheçam e gerenciem seus impactos em uma ampla gama de questões de sustentabilidade, permitindo que essas sejam mais transparentes sobre os riscos e oportunidades que enfrentam e tomem decisões estratégicas de forma mais inteligente.  

NewsLetter

Cadastre-se no nosso grupo de contatos e receba por
e-mail os destaques da ek.