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Um ano após o lançamento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, a pergunta é: o que já aprendemos e que lições podemos tirar para as próximas décadas? Business Call to Action (BCTA) e Global Reporting Initiative (GRI) lançaram o estudo Medindo Impactos: como os negócios podem acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (tradução livre).  As duas organizações convergem suas visões  sobre o futuro das economias sustentáveis, baseadas na  geração de valor e confiança.   O estudo foi realizado a partir de duas principais tendências. Ao mesmo tempo em que vem crescendo a consciência dos ODS entre as empresas, cresce o interesse dos governos em acompanhar e medir o progresso dos ODS no setor privado. O setor privado é mais que um participante nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – têm o potencial para ser um catalisador e um acelerador de desenvolvimento sustentável em todo o mundo.  O relatório mostra que  ferramentas de gestão, como a medição de impactos e os relatórios de sustentabilidade são eficientes para para medir, monitorar e acelerar a contribuição das empresas para alcançar as metas globais. Os relatórios de sustentabilidade além de ajudar a medir e analisar a evolução do desempenho são ferramentas de comunicação da sustentabilidade que trazem diálogo e transparência. São efetivos para governos entenderem como as empresas interagem com os ODS, apoiando a definição de políticas e até incentivos. Especialmente quando se trata de Pequenas e Médias Empresas, que necessitam de maior suporte e capacitação, pois são identificadas, como “a espinha dorsal de muitas economias”. Foram realizadas consultas com 19 governos e 32 empresas no período de julho de 2016. Importante observar que todas as empresas têm processos de Materialidade consolidados e muitas definiram o Relatório GRI como ponto de partida para definição de seus ODS. . "quando você passa por uma avaliação de materialidade, é mais fácil tomar uma decisão sobre a prioridade dos ODS. Para a nossa empresa, questões sobre a pobreza, a igualdade de gênero, meio ambiente, resíduos, e as mudanças climáticas já foram priorizados na estratégia de negócios e operações ", afirmou Vishnee Payen, gestor do Grupo de Sustentabilidade & CSR da LUX Resorts & Hotels. O relatório Medindo Impactos: como os negócios podem acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, dividido em três partes, traz muitos aprendizados e exemplos práticos. Destacamos as principais recomendações para governos e empresas. Recomendações para Governos Os governos podem aprofundar seus compromissos com o setor privado no ODS, seguindo um processo de três etapas: Planejar • Identificar parceiros do setor privado e as indormações a serem capturados. • Conduzir um Gap Analysis entre o setro público e privado. Fazer • Fomentar a consciência sobre a sustentabilidade e  coletar dados,  utilizando  um mecnismo comum. • Identificar e desenvolver um mecanismo comum de coleta de dados. • Estabelecer parcerias com plataformas multistakeholders Check • Implementar processos de  revisão e compartilhar as melhores práticas. Recomendações para Empresas O monitoramento dos ODS é uma responsabilidade dos governos, contudo as empresas podem se envolver ativamente.  Apesar de ser uma fase inicial de monitoramento dos ODS, as empresas podem liderar esse processo, começando por: • Compreender os ODS e sua relevância, integrando-os na estratégia de negócios e operações. • Definir a sustentabilidade do negócio e áreas de impacto dos ODS por meio da Materialidade. • Derfinir prioridades. Avaliar suas forças e fraquezas e, monitorar. • Emitir relatórios e divulgar o desempenho  social, econômico e ambiental, assim como  de      governança ligados aos ODS. • Socializar as boas práticas de sustentabilidade com os seus pares, incluindo atividades de monitoramento e  relatórios, a fim de dimensionar o esforço conjunto. • Colaborar com as iniciativas governamentais para as metas globais. Para conhecer o estudo na íntegra (inglês)

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O ranking Competitividade dos Estados Brasileiros de 2015/2016, elaborado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), avalia desempenho  das 27 unidades da federação, estabelece uma pontuação de 0 a 100 e, quanto mais próximo de 100, melhor posicionado o Estado. A pontuação leva em conta um conjunto de 65 indicadores dentro de 10 pilares considerados essenciais para o bom ambiente de negócios: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, capital humano, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.  Na pontuação total, o Paraná ficou com uma nota 76,9, atrás de São Paulo (88,9) e à frente de Santa Catarina (74,3), Distrito Federal (66,8) e Mato Grosso do Sul (65,1). O Rio Grande do Sul alcançou a nona posição com 55,5 pontos.  A média nacional ficou em 50,2. A consultoria é uma divisão de análise do grupo The Economist, em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP) e a Tendências Consultoria.  Como se preparar  A ek mkt integra uma rede especializada em consultoria socioambiental com diagnósticos, mobilização, desenvolvimento de políticas  e relatórios. Tudo o que é necessário para criação de um ambiente de mindset sustentável nas empresas e organizações.Somos uma agência baseada em Porto Alegre e integramos o Programa de líderes locais da GRI (2016) para o Rio Grande do Sul. A nova ordem global é gerar valor econômico, social e ambiental o que representa uma grande oportunidade para para empresas e organizações em um cenário de profunda mudança econômica. O primeiro passo é identificar os impactos materiais que mais afetam o negócio, o que leva à processos de gestão com indicadores e metas. Os relatórios desempenham um papel fundamental como ferramenta de gestão, engajamento e diálogo com as partes interessadas.  

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Na última segunda-feira (12/09) o presidente Michel Temer ratificou o Acordo de Paris, que estabelece metas para a redução na emissão dos gases do efeito estufa por parte dos países signatários. O texto tramitou rapidamente pela Câmara e Senado antes de ser ratificado pelo presidente. Com a ratificação, o Brasil concorda em cumprir as  metas de cortar emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030, ambos em comparação aos níveis de 2005. No discurso o presidente destacou a relevância que o tema vem ganhando, lembrando que todos os líderes citaram a questão ambiental em seus discursos, durante o G20, realizado na China, recentemente. Na prática, a ratificação do documento impõe ações de mitigação que trazem consequências para todo setor produtivo brasileiro.Considerando as metas globais, a contribuição do Brasil corresponde a uma redução estimada em 66% em termos de emissões de gases efeito de estufa por unidade do PIB (intensidade de emissões) em 2025 e em 75% em termos de intensidade de emissões em 2030, ambas em relação a 2005. O Brasil, portanto, reduzirá emissões de gases de efeito estufa no contexto de um aumento contínuo da população e do PIB, bem como da renda per capita, o que confere ambição a essas metas. Confira os setores e iniciativas impactados - iNDC Aparentemente Bioenergia e Reflorestamento são os dois setores mais impactados no curto prazo, porém é preciso estar atento à toda gama de iniciativas mencionadas com potencial para ações de mitigação pelo Brasil, dentro da Contribuição Nacionalmente Determinada (intended Nationally Determined Contribution – iNDC): Agropecuária: intensificação produtiva Bioenergia (em particular o etanol e o uso de bioeletricidade) Bioenergia associada com captura e sequestro de carbono (BECCS) Código Florestal: acelerar sua efetiva implementação Construção civil: uso de madeira na construção civil e a adoção de padrões de consumo de energia para novas edificações Desmatamento líquido zero Destinação de terras públicas na Amazônia Legal para fins de conservação Eficiência energética em processos industriais Energias renováveis: ampliar a participação na matriz energética Infraestrutura: incorporar a consideração de mitigação em projetos de infraestrutura, planejamento urbano, planos nacionais de energia e planos decenais de expansão de energia Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono: acelerar a implementação e estender suas diretrizes e princípios a outros instrumentos de política agrícola Política Nacional de Resíduos Sólidos: acelerar a implementação Recuperação de pastagens e áreas degradadas Reflorestamento e restauração florestal Siderurgia: uso de carvão vegetal renovável proveniente de reflorestamento Substituição de gases utilizados nos setores de refrigeração, ar-condicionado e espumas e suas alternativas Transportes e mobilidade urbana, em particular a expansão do transporte público e adoção de padrões de eficiência energética Tratamento de resíduos Como se preparar  A ek mkt integra uma rede especializada em consultoria socioambiental com diagnósticos, mobilização, desenvolvimento de políticas  e relatórios. Tudo o que é necessário para criação de um ambiente de mindset sustentável nas empresas e organizações.Somos uma agência baseada em Porto Alegre e integramos o Programa de Líderes Locais da GRI (2016) para o Rio Grande do Sul. A nova ordem global é gerar valor econômico, social e ambiental o que representa uma grande oportunidade para para empresas e organizações em um cenário de profunda mudança econômica. O primeiro passo é identificar os impactos materiais que mais afetam o negócio, o que leva à processos de gestão com indicadores e metas. Os relatórios desempenham um papel fundamental como ferramenta de gestão, engajamento e diálogo com as partes interessadas. Saiba mais sobre o Acordo de Paris  O Acordo de Paris é considerado inédito, pois foi a primeira vez que se atingiu um consenso global em um acordo em que todos os países reconhecem que as emissões de gases do efeito estufa precisam ser desaceleradas e, em algum momento, comecem a cair. O acordo de Paris foi assinado por 197 países. Para vigorar, necessita que pelo menos 55 países, que somem no total 55% das emissões globais, completem o processo de ratificação. Um dos principais objetivos dos países que assinaram o documento é trabalhar para que aquecimento global fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a um aumento de 1,5ºC, na comparação com o período pré-industrial.Contudo cientistas criticam a ausência de metas específicas de cortes de emissão para períodos de longo prazo.    

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Grupos de voluntariado, programas de apoio à leitura e outras iniciativas são sempre bem vistas, mas será que podem ser consideradas ações de engajamento com público de interesse direto na estratégia de impacto social de uma empresa? A resposta é não. O estudo Gestão Empresarial do Impacto Social, publicado em julho passado, pelo Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) traz uma série de exemplos que ajudam a diferenciar ações de engajamento, de iniciativas tradicionais. A resposta segundo o estudo está em uma pergunta chave que as áreas responsáveis devem fazer: a ação ou iniciativa desenvolvida tem relação direta com o impacto social gerado pela empresa? Fica claro quando temos um exemplo prático, utilizado no próprio estudo: motivada pelo valor da atividade esportiva em promover disciplina e colaboração, valores defendidos pela própria empresa, uma siderúrgica apoia atividades esportivas de jovens de baixa renda de um grande município. A justificativa é louvável e o projeto, se bem executado, pode trazer benefícios reais para os participantes.Contudo e, considerando que a operação de um negócio de siderurgia não tem relação direta com a vulnerabilidade social de jovens das regiões metropolitanas do país, essa iniciativa não se insere em uma estratégia relacionada ao impacto social da empresa. O que  poderia ser uma ação de engajamento social para essa siderúrgica? A instalação de um empreendimento siderúrgico gera explosão populacional desordenada, sobrecarregando a infraestrutura urbana de uma região, seja na educação, no saneamento ou pavimentação. Uma ação direta de impacto social poderia estar relacionada a ampliar a capacidade de atendimento nas escolas desse município. O essencial é entender que uma ação de engajamento ou impacto social deve estar voltada a mitigar os impactos da atividade econômica de determinada empresa sobre uma população, região ou outro tipo de parte interessada que se relacione com ela. Edital Conectar para Transformar - BASF Veja essa iniciativa da Basf. A empresa investirá até R$ 80 mil com recursos próprios em cada projeto selecionado no edital Conectar para Transformar nos municípios de Guaratinguetá e São Bernardo do Campo, em São Paulo; regiões onde estão localizadas as duas maiores fábricas da BASF no Brasil. As inscrições estão abertas, até 10 de setembro, para projetos nas áreas de educação ambiental e científica, empregabilidade e proteção dos recursos naturais e biodiversidade. A seleção pública é parte da nova estratégia de engajamento social da empresa e busca contribuir com o desenvolvimento das comunidades onde estão localizadas suas fábricas. No médio e longo prazo a intenção é ampliar o impacto social promovido pela operação. Isso conectando os desafios sociais e a estratégia dos negócios, contribuindo ainda com a efetivação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Sobre o CEBDS O CEBDS é uma associação civil sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável, nas empresas que atuam no Brasil, por meio da articulação junto aos governos e a sociedade civil além de divulgar os conceitos e práticas mais atuais do tema. O CEBDS foi fundado em 1997 por um grupo de grandes empresários brasileiros atento às mudanças e oportunidades que a sustentabilidade trazia, principalmente a partir da Rio 92. Hoje reúne mais de 70 dos maiores grupos empresariais do país, com faturamento de cerca de 40% do PIB e responsáveis por mais de 1 milhão de empregos diretos. Representante no Brasil da rede do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que conta com quase 60 conselhos nacionais e regionais em 36 países e de 22 setores industriais, além de 200 grupos empresariais que atuam em todos os continentes.    

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Quando se trata da Renner, a confiança do investidor não se abala. No segundo trimestre de 2016, a empresa já retomou o crescimento, ficando 10,5% acima em relação a igual período do ano passado. O resultado do primeiro trimestre abaixo do esperado não tirou o ânimo do investidor. Presidente da Renner desde 1991, José Galló, explica que por trás desse desempenho, superior à média em tempos de crise, está um planejamento que começou em 2013, mirando o aumento da eficiência quando já se projetavam tempos difíceis pela frente. Em compasso com essa visão, está a aposta da Renner em colocar o desenvolvimento sustentável no planejamento estratégico do negócio. Empresa de capital aberto desde 1967, que compõe o índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE da BM&FBOVESPA aprendeu a usar a transparência como um ativo e segue as Diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) como ferramenta de diálogo e engajamento. O relatório anual 2015 da Lojas Renner, que segue o padrão GRI G4 alinhado com o Integrated Reporting Council (IRC) no modelo de relatório integrado, complementa os dados financeiros do anuário Exame, demonstrando com dados não financeiros como a empresa vem atuando para gerar valor econômico, social e ambiental em toda sua cadeia. São informações valiosas que apresentam o compromisso da organização com os impactos causados pela sua atividade. O resultado dessa estratégia pode ser conferido na última edição do anuário Exame Melhores&Maiores que destaca a Lojas Renner, maior varejista de moda do país, na liderança do ranking desse setor. Quando avaliada a rentabilidade, a Lojas Renner ocupa apenas a sexta posição, porém o top da lista no anuário se deve a indicadores como lucro líquido de US$ 142,7 milhões e a maior margem de vendas entre as 15 mais pontuadas, de 9,5%. Além de alcançar o topo no quesito riqueza por empregado, cada um dos 15.000 empregados criou US$ 59.2 mil, gerando um crescimento de 7%. Um feito e tanto enquanto o setor de varejo vive a pior fase dos últimos 15 anos, com queda de 4,3% em 2015. Um cruzamento entre dados do anuário M&M e do relatório anual produzido pela Renner permite tangibilizar a sustentabilidade o que para muitos é um tema abstrato e mal compreendido. Por exemplo, umas das medidas de empresa para aumentar a eficiência frente à valorização do dólar foi a redução de 30% para 25% na participação dos importados, investindo na cadeia de fornecedores locais. Na matéria da M&M, Galló afirma que 12 engenheiros trabalham com os fornecedores para diminuir custos e aumentar a produtividade”. Essa informação pode ser aprofundada no documento que traz detalhes sobre o programa que se baseia no Lean Manufacturing para ajudar fornecedores a obter ganhos de eficiência. No mesmo documento estão descritas todas as iniciativas da empresa voltadas à gestão de riscos na cadeia de fornecedores com indicadores, metas e padrões de conformidade, seja em emissões, resíduos, direitos humanos ou trabalhistas. Só para citar uma dessas iniciativas, a cadeia de produção do jeans, peça que mais gera efeitos negativos pelo consumo intenso de água e energia, uso de produtos químicos, geração de efluentes conta com um projeto para a adoção das melhores práticas junto aos fornecedores desde 2013. Conhecer seus impactos para melhor geri-los é a premissa. Em 2015, a Lojas Renner realizou um projeto piloto para analisar o Ciclo de Vida (ACV) do jeans e medir sua “pegada ambiental”. Após um mapeamento completo dos impactos gerados desde a extração da matéria-prima até sua destinação final, passando pelas etapas de produção, distribuição, consumo e descarte, o estudo revelou que no tocante à pegada de carbono da calça jeans, o maior impacto ambiental recai na forma de uso do produto pelo consumidor final, mas uma pequena mudança nos hábitos de lavagem pode gerar resultados significativos. Desde 2014, quando foi notificada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estrutura de Gestão de Fornecedores foi dividida duas áreas: Desenvolvimento de Fornecedores de Revenda e Gestão da Conformidade de Fornecedores.  Para garantir o alinhamento em toda cadeia, são estabelecidos critérios rigorosos de seleção, seguidos por treinamento e auditorias constantes. Esse tema, embora crítico, foi abordado com clareza e transparência pela empresa em seus dois últimos relatórios anuais (2014 e 2015), o que coloca a Lojas Renner entre as poucas empresas brasileiras capazes de enxergar o futuro que já começou.  

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